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Sincor-RS aponta que setor não sentiu a crise

28 de outubro de 2015

Thozeski (e) e Blauth projetam crescimento de dois dígitos | Foto: FREDY VIEIRA/JC

Thozeski (e) e Blauth projetam crescimento de dois dígitos | Foto: FREDY VIEIRA/JC

O setor de seguros não pode reclamar. Em ano de crise geral na economia do País, o segmento deve manter a marca de crescimento de dois dígitos, destacaram dirigentes do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado (Sincor-RS). O ano deve fechar com média de expansão na venda de produtos, que abrangem desde bens como carros e imóveis até vida, saúde e previdência, deve ficar entre 17% e 20%, em média. A entidade aposta na segurança da comercialização e suporte feitos pelos corretores, que somam 6,3 mil profissionais no Estado entre os mais de 80 mil no Brasil.

“Demora até a crise afetar o setor, pois as pessoas se protegem para não perder, muitas vezes, o único bem que possuem”, explicou o diretor social do sindicato, César Luis Blauth, em visita ao Jornal do Comércio na sexta-feira passada, quando foi recebido pelo diretor comercial, Luiz Borges. Blauth citou ainda que o segmento voltado a imóveis é um dos que mais cresce, associando com o período de estragos gerados por ventos e inundações, que eleva o interesse. O valor, entre R$ 300,00 a R$ 400,00 ao ano, costuma surpreender. “As pessoas não fazem porque que acham que é muito caro, mas não é”, disse o diretor social.

O Sincor-RS tem atuado em denunciar os chamados seguros piratas, vendidos por associações beneficentes, que não têm registro para isso e geram riscos a quem adquire. O diretor de marketing, André Luiz Araújo Thozeski, informa que a denúncia e fiscalização de órgãos como Polícia Federal e Ministério Público indicam que a prática vira canal de evasão de divisas e crime contra a economia popular. Um tema que o sindicato acompanha de perto ainda é o ingresso de bancos na corretagem de seguros.

O Sincor-RS não concorda com a criação da Corretora de Seguros do Banrisul, cujo projeto de lei tramita na Assembleia Legislativa. Thozeski explicou que a entidade se reuniu com a direção do banco há cerca de um mês e mostrou que atuar com corretores independentes vai elevar a receita da seguradora que o banco tem em sociedade com a Icatu Seguros. “O corretor representa o segurado perante a seguradora. Vemos conflito de interesse no banco atuar nas duas pontas.” Segundo o diretor de marketing, 85% da comercialização de produtos é feita por meio do corretor.

Fonte: Jornal do Comércio