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Redução dos juros pesou no lucro da Bradesco Seguros, diz diretor

28 de abril de 2017

A leve redução do lucro líquido da Bradesco Seguros no primeiro trimestre na comparação anual reflete a queda dos juros básicos (Selic) no País, além do aumento da sinistralidade, de acordo com o diretor de Relações com o Mercado do banco Bradesco, Carlos Firetti. As seguradoras são tidas como grandes investidoras institucionais, uma vez que aplicam as suas reservas técnicas. Como a maior parte dos recursos é aplicada no segmento de renda fixa, a redução dos juros impacta o retorno desses investimentos.

“Há impacto claro dos juros menores, mas acreditamos que há uma tendência importante de crescimento dos prêmios no longo prazo a partir do momento que há juros menores, o que deve levar ao crescimento do lucro”, explicou Firetti, em teleconferência com a imprensa, na manhã desta quinta-feira, 27.

A Bradesco Seguros, que controla os negócios de seguridade do banco, somou R$ 17,948 bilhões de janeiro a março, montante 18,2% maior do que o registrado um ano antes. Em relação aos três meses anteriores, quando há impacto sazonal, houve retração de 15,5%.

Apesar do crescimento dos prêmios, o lucro líquido da seguradora do Bradesco foi a R$ 1,374 bilhão no primeiro trimestre, redução de 0,4% ante um ano antes, de R$ 1,380 bilhão. No comparativo trimestral, a redução chegou a 8,7%.

Saúde

Firetti disse ainda que não há nada de spin-off na área de seguro saúde. Na quarta, a Coluna do Broadcast antecipou que a Bradesco Saúde está em conversas com a norte-americana Cigna para uma possível parceria no Brasil. Reuniões já ocorreram, mas nada ainda foi fechado.

Sobre a possibilidade de uma eventual parceria com um player explicar o movimento da Bradesco Saúde, no ano passado, de criar um Conselho de Administração separado das demais empresas que estão sob o guarda-chuva do braço segurador da instituição, o vice-presidente do Bradesco, Alexandre Gluher, afirmou que tal passo é uma revisão da governança do grupo.

“Diz respeito à melhorar a governança da empresa para prepará-la para um mercado mais competitivo e não necessariamente a qualquer intenção de fazer spin-off”, explicou ele.

Fonte: Estadão Conteúdo

ALE