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Pessimismo é maior entre empresas de resseguros

03 de outubro de 2015

Índice de expectativas do resseguro desceu para 65 pontos em agosto

sadOs executivos das empresas de resseguros têm se mostrado os mais pessimistas do mercado segurador brasileiro, quanto ao futuro setorial e da economia, conforme aponta pesquisa mensal da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor). Medido em agosto, o índice de expectativas do resseguro desceu para 65 pontos, o mais baixo dentre os índices que também apuram a confiança dos demais segmentos do setor, o das seguradoras (Ices), que bateu em 65,6 pontos, e das grandes empresas de corretagem de seguros (ICGC), que ficou em 65,8 pontos. As três medições ficaram abaixo das registradas anteriormente, caindo pelo terceiro mês consecutivo.

A queda atual de confiança dos resseguradores revela-se ainda mais acentuada se observados os índices identificados em agosto do ano passado. É que, à época, a situação era inversa. As empresas de resseguros apareciam sendo as mais otimistas, com 86,9 pontos, bem próximos dos 100 pontos, a partir do qual as perspectivas ultrapassam a zona do pessimismo. Já o índice das corretoras de seguros ficara em 79,7 pontos e o das seguradoras, em 79 pontos.

Os rumos da economia daqui a seis meses são a grande preocupação dos resseguradores.
Este é ponto em que demonstram mais ceticismo. A pesquisa aponta que 86% dos executivos ouvidos na pesquisa acreditam que o cenário vai piorar (66%) ou piorar muito (20%). Visão próxima foi manifestada pelos seguradores: 54% e 31%, respectivamente. A faixa de descrença dos grandes corretores está em 44% (pior) e 26% (muito pior).

Receita e lucro

O desempenho do faturamento é outro parâmetro em que as resseguradoras, mais uma vez, apresentam maior carga de pessimismo. A maioria deles (53%) está certo de que o panorama tende a ser pior no horizonte de seis meses. As corretoras de seguros, na proporção de 52%, compartilham bem próximas da mesma opinião. Mas é posição que se agrava se incluídos no bolo os 9% que anteveem futuro ainda mais deteriorado. Entre as seguradoras, o clima é mais ameno. A maioria (57%) acha que tudo fica igual seis meses à frente. Mas 39% vislumbram o pior.

Apesar da grande maioria manifestar descrença no rumo da economia e prever queda no faturamento, os resseguradores aparecem um tanto dividido quanto o desenrolar da lucratividade do negócio daqui a seis meses. Os mais pessimistas são 47% deles, indicando que a rentabilidade vai piorar, enquanto 53% descartam tal possibilidade, mas não creem em uma melhora. Para essa maioria, o lucro tende a permanecer no patamar atual. Os seguradores também estão divididos entre a manutenção do atual nível de rentabilidade (48%) e o pioramento (46%). Não é o que pensa grande parte dos corretores de seguros: 65% projetam um quadro pior (57%) e muito pior (8%).

Fonte: Jornal do Commércio/ Por Alberto Salino

ALE