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Mercado de seguros cresce, movimenta milhões e garante empregos em Alagoas

09 de julho de 2017

 Por Jamylle Bezerra e Madysson Weslley 

Exercer por muito tempo uma profissão exige vontade, disposição e, acima de tudo, dedicação pelo que faz. Para alguns profissionais, não há dia e nem momento certo para trabalhar: é o cliente quem manda. Assim acontece com os corretores de seguro, considerados os anjos da guarda no momento em que os clientes mais precisam e, em muitos casos, estão fragilizados. Além de movimentar vários bilhões de reais todos os anos no país – só em Alagoas foram R$ 217 milhões no último trimestre -, a categoria também é responsável por gerar empregos e proteger os bens dos cidadãos que tanto se esforçam para adquiri-los.

Em Alagoas, de acordo com o Sindicato dos Corretores de Seguro (Sincor/AL), existem 250 corretoras e cerca de 800 profissionais habilitados, que passaram por um curso de formação que os capacitou para exercer a profissão.

Além do seguro automotivo, que é o carro-chefe do setor e movimenta cerca de R$ 30 milhões por mês somente no estado, eles também estão aptos a comercializar seguros de vida, contra incêndio, de riscos comerciais e industriais, residenciais, para eletrônicos, de responsabilidade civil e todos os outros existentes no mercado. E não são poucos. O sindicato da categoria contabiliza hoje 100 tipos de produtos disponíveis para os clientes. Com o aumento da violência e da insegurança nas grandes e pequenas cidades, é possível proteger desde um aparelho celular até um imóvel, garantindo que o proprietário não sairá no prejuízo caso algo aconteça com esses bens.

Exercer por muito tempo uma profissão exige vontade, disposição e, acima de tudo, dedicação pelo que faz. Para alguns profissionais, não há dia e nem momento certo para trabalhar: é o cliente quem manda. Assim acontece com os corretores de seguro, considerados os anjos da guarda no momento em que os clientes mais precisam e, em muitos casos, estão fragilizados. Além de movimentar vários bilhões de reais todos os anos no país – só em Alagoas foram R$ 217 milhões no último trimestre -, a categoria também é responsável por gerar empregos e proteger os bens dos cidadãos que tanto se esforçam para adquiri-los.

Em Alagoas, de acordo com o Sindicato dos Corretores de Seguro (Sincor/AL), existem 250 corretoras e cerca de 800 profissionais habilitados, que passaram por um curso de formação que os capacitou para exercer a profissão.

Além do seguro automotivo, que é o carro-chefe do setor e movimenta cerca de R$ 30 milhões por mês somente no estado, eles também estão aptos a comercializar seguros de vida, contra incêndio, de riscos comerciais e industriais, residenciais, para eletrônicos, de responsabilidade civil e todos os outros existentes no mercado. E não são poucos. O sindicato da categoria contabiliza hoje 100 tipos de produtos disponíveis para os clientes. Com o aumento da violência e da insegurança nas grandes e pequenas cidades, é possível proteger desde um aparelho celular até um imóvel, garantindo que o proprietário não sairá no prejuízo caso algo aconteça com esses bens.

“Seguro é um contrato de confiança”

Corretor de seguros Nelson da Costa Passos Filho

O corretor de seguros Nelson da Costa Passos Filho, de 66 anos, é um exemplo de dedicação à profissão. Corretor de seguros mais antigo em atividade em Alagoas, ele entende como ninguém do assunto. Trabalhando no ramo desde 1970, Nelsinho – como é carinhosamente conhecido – é hoje sócio de uma grande corretora situada na capital alagoana, que emprega cinco funcionários.

Segundo ele, o segredo para alcançar o sucesso na profissão é ter credibilidade junto ao cliente e, assim, fidelizá-lo. “A compra de um seguro é um contrato de confiança. Quando o cliente é bem atendido e observa o bom desempenho do corretor no momento em que mais precisa, ele jamais vai procurar outro profissional. Exercer essa profissão é dar a garantia de que o cliente não vai perder o patrimônio. Nós zelamos pelos bens dos segurados”, pontua Nelsinho, que está no mercado há 47 anos.

Mudança de vida

Relações públicas Bárbara Kacurin

A atividade do corretor de seguros também tem sido uma alternativa para quem quer enfrentar a crise com muito trabalho e dedicação. Após fazer o curso de nove meses, que habilita para o exercício da atividade, a relações públicas Bárbara Kacurin, de 25 anos, decidiu arriscar e se reinventar. Em 2015, depois de um ano de formada, mas sem conseguir atuar na área, ela viu a necessidade de sair da zona de conforto, estudar, se preparar e descobrir a oportunidade de melhorar de vida com uma nova profissão. Tornou-se corretora de seguros.

Ela conta que, além da dificuldade para conseguir um emprego na própria área de formação, uma situação pessoal a fez enveredar pelo ramo dos seguros. “Na verdade, a profissão já estava inserida no meu meio familiar. Meu pai era corretor. Em 2015, infelizmente, ele faleceu e acabei assumindo os negócios da família”, contou.

Mesmo tendo se dedicado ao curso de relações públicas durante quatro anos e meio, Bárbara diz que a mudança profissional só lhe trouxe benefícios e novas oportunidades. “Eu me encontrei nessa profissão. Trabalho satisfeita e realizada. Analisar os riscos e oferecer um produto que visa à proteção contra qualquer imprevisto na vida do cliente e da sua família é uma responsabilidade enorme, mas no final das contas estamos protegendo os bens que o mesmo levou anos para conquistar”, revela.

Segundo a corretora, ter familiaridade com a atividade profissional não foi o bastante. Ao decidir trabalhar com seguros e exercer a atividade de maneira legal ela precisou se preparar. “Para se tornar corretora de seguros é necessário e obrigatório fazer um curso, disponibilizado pela Funenseg (Escola Nacional de Seguros). Após a conclusão das etapas, se o aluno for aprovado, recebe um certificado para obter o registro junto à Superintendência de Seguros privados”, explica. O curso dura 9 meses e é dividido em 3 habilitações: Capitalização, Vida e Previdência e Demais Ramos.

Em meio a tantas pessoas exercendo a profissão de corretor sem ter nenhum tipo de formação, Bárbara ressalta a importância de, no momento da contratação de qualquer apólice, procurar um profissional capacitado. “O corretor é um técnico especializado e legalmente habilitado, que trabalha visando ao bem do segurado, defendendo seus interesses e direitos junto à seguradora. Além de conhecer melhor o mercado, estuda o perfil do cliente, está por dentro das tipicidades da sua região e tem conhecimento sobre os produtos oferecidos – seus pontos fortes e fracos”, observa.

Para se ter uma ideia do retorno financeiro da profissão, a corretora conta que desde que começou a atuar junto aos sócios no escritório de seguros, teve a renda mensal aumentada em torno de 75%, apesar do período complicado para a economia. “Mesmo com a crise, o ramo de seguros vem se desenvolvendo e criando novas oportunidades de vendas, exigindo uma visão e estudo amplo do mercado atual para oferecer novos produtos aos clientes, que temem perdas pelo momento econômico”, informa.

Apesar da crise econômica que o país enfrenta desde 2012, o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de Alagoas (Sincor/AL), Edmilson Ribeiro, acredita que o crescimento do setor registrado no primeiro trimestre de 2017 no estado, deve-se ao fato de que é justamente em um período de retração financeira que mais se faz necessário investir em seguros.

“Se a pessoa tem 10 carros e ela perde um, talvez não faça tanta diferença, mas se ela só tem um e perder, com certeza ela sentirá falta. Nossa expectativa é de que, até o final do ano, Alagoas possa crescer ainda mais na Região Nordeste”, afirma.

O corretor reforça que o seguro mais vendido no estado continua sendo o de automóvel, mas a expectativa para os próximos anos é a de que outros tipos de produtos se destaquem no mercado. “Para se ter uma ideia, somente em Alagoas são negociados cerca de R$ 30 milhões em apólices de seguros de veículos por mês. As pessoas investem mais em carros que na própria vida. Apesar disso, nós acreditamos que nos próximos 10 anos o seguro de responsabilidade civil e de vida devem se equiparar ao de automóvel”.

Assim como Bárbara Kacunin, Edmilson fala da necessidade de preparação do corretor de seguros para que ele possa melhor atender aos clientes. Atualmente, o curso de formação desses profissionais tem duração de 9 meses, com aulas que acontecem de segunda a sexta-feira, na sede do sindicato, no bairro do Farol, em Maceió. “Nós recomendamos que as pessoas façam as aulas presenciais e diárias, mas há quem prefira comprar todo o material, estudar em casa e depois fazer somente as provas. Neste caso, os testes são feitos nos estados de Bahia e Pernambuco”, informa.

Ribeiro trabalha com seguros há 19 anos e está à frente do sindicato há três. Ele avalia a profissão como extremamente importante, principalmente, por lidar com os bens das outras pessoas. “O corretor se transforma em amigo do cliente. Na hora de contratar um seguro é preciso contratar um profissional habilitado. As pessoas precisam ter a consciência que o seguro não deve ser feito pensando em ser usado, mas sim como um produto que vai garantir a proteção a ela própria, à família ou aos bens que venha a possuir”, observa.

 

ALE