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IT&E apresenta pesquisa sobre “fake news”, bots e desinformação

16 de outubro de 2018

Levantamento com recomendações ao processo democrático será lançado na próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro (RJ), em parceria com a FGV DAPP

Como a tecnologia é usada para influenciar o resultado de processos eleitorais e como pode ser usada nas eleições brasileiras de 2018? Em julho, o IT&E (Instituto de Tecnologia e Equidade) apresentou uma pesquisa sobre desinformação e “fakenews”, além de uma série de recomendações para os próximos anos.

A organização, em parceria com a FGV DAPP (Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas), trouxe uma série de seis ações para o combater o recurso que está sendo usado durante as Eleições de 2018. Entre elas,

Uma pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que, dos 116 milhões de pessoas conectadas à internet, 94,2% enviaram ou receberam algum tipo de mensagem por aplicativos, como Facebook e WhatsApp. Por isso, uma das recomendações do IT&E é que as escolas brasileiras comecem a alfabetizar digitalmente as crianças.

A apresentação do “White Paper” e da pesquisa do IT&E aconteceu durante o lançamento da Sala da Democracia Digital, iniciativa pioneira da FGV DAPP sem qualquer vinculação partidária, que tem a parceria do Instituto Tecnologia e Equidade. O espaço físico tem a missão de antecipar movimentos nas redes sociais que possam prejudicar e desequilibrar as eleições de outubro.

A pesquisa do Instituto que levou ao “White Paper” contém explicações teóricas sobre o funcionamento de perfis falsos. Esse tipo de tecnologia é reconhecido como catalisadora do processo de desinformação. O IT&E buscou explorar dimensões tanto dos processos relacionados às “fake news” como o de bots: origens, tipos, características, comportamentos e contextos, bem como antídotos, legislações e iniciativas ao redor do mundo consideradas inspiradoras pela organização.

O objetivo é gerar eleições mais justas e equitativas que possam ter como propósito central o ato de oferecer informações aos cidadãos a partir de dados e conteúdos legítimos, reduzindo ao máximo a desinformação, o uso malicioso da tecnologia e, principalmente, a manipulação do eleitor.

A pesquisa explica que os robôs trabalham em quatro frentes distintas: coleta de informações, execução, produção de conteúdos e simulação do comportamento humano.

Pontos de alavancagem

“Dê me um ponto de apoio e uma alavanca que moverei o mundo.” A frase do filósofo Arquimedes resume as propostas que o IT&E apresenta em seu trabalho. O Instituto oferece o que chama de “Pontos de Alavancagem Sistêmica”, ou seja, pontos dentro de uma organização, um tipo de relação econômica, um corpo vivo, um sistema eleitoral onde “uma pequena, mas precisa mudança em algo pode produzir grandes transformações em tudo”.

No “White Paper”, a organização vai apresenta um mapa da “Propaganda Eleitoral na Internet nas Eleições do Brasil em 2018”. O material gráfico contém os componentes essenciais do fluxo de informações das campanhas (e grupos envolvidos seja defendendo propostas como refutando candidatos, discursos e propostas políticas).

As recomendações do IT&E

– Alterar o propósito do sistema
– Alterar e criar novas regras para propagandas eleitorais na internet
– Criar novos fluxos de informação
– Alterar e criar ciclos de feedback
– Criar novos ciclos de feedback de ajuste
– Reduzir atrasos nos ciclos de feedbacks

 

Fonte: Assessoria