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Fórum debate segurança cibernética no mercado brasileiro

28 de junho de 2017

O Brasil nunca esteve tão atento aos riscos cibernéticos – e às perdas potenciais – como agora. O ataques mundiais de 12 de maio e 27 de junho elevou o tópico “segurança digital” no ranking de preocupações dos executivos. Mas como mitigar ou minimizar os prejuízos causados pelos atacantes virtuais?

Esse foi um dos assuntos discutidos em fórum organizado pela seguradora AIG Brasil no último dia 14 de junho que, além dos especialistas da AIG, contou ainda com a participação de Luiz Milagres, Gerente de Riscos Cibernéticos da consultoria Ernst Young, e Thales Dominguez, Advogado no escritório Demarest Advogados e especialista em riscos cibernéticos.

Segundo Luiz Milagres, já é evidente o amadurecimento pelo qual as empresas brasileiras passam. “Cerca de 40% das empresas listadas da Bolsa de Valores já incluem em seus relatórios informações sobre investimentos em segurança digital. Isso mostra o quão sensível é o tema”. Ele ainda reforça que se engana quem acha que não corre riscos: segundo o especialista, 68%  dos ataques partem de dentro da organização. “Esse ataque pode ser proposital, quando há um vazamento de dados, por exemplo, ou involuntário, quando os procedimentos de segurança não são seguidos à risca.”

Por outro lado, se comparado a mercados mais maduros do ponto de vista tecnológico, o Brasil ainda engatinha no entendimento dos riscos. Um dos motivos, segundo os especialistas, é a falta de uma regulação específica. “Apesar de possuir o Marco Civil da Internet e a Lei ‘Carolina Dieckmann’, o Brasil ainda não está no mesmo patamar de outros países, onde existe o dever de notificação a autoridades e usuários sobre a quebra de segurança de dados. Por aqui, estamos caminhando”, ressaltou Thales Dominguez, do Demarest.

“O recente ataque serviu para introduzir melhor o tema e conscientizar empresários sobre os riscos atuais”, comentou Tiago Lino, especialista em Cyber Risks da AIG. Desde então, a procura pelo seguro contra riscos cibernéticos cresceu 270%. O Brasil por si só já é um dos alvos preferidos dos hackers, ocupando a 6ª posição no ranking de ataques virtuais, segundo mapa da empresa global Kaspersky.

Esse tipo de seguro é comercializado no Brasil desde 2012, mas em especial só nos últimos três anos o mercado tem enxergado o produto como uma ferramenta a mais para resguardar as operações. “Trata-se de um seguro que não se limita apenas à proteção contra os riscos, mas sim uma solução para o gerenciamento da exposição cibernética de uma empresa”, explica Flavio Sá, Gerente de Linhas Financeiras da AIG Brasil. “Tanto nas ameaças internas quanto nas externas, as empresas estão expostas a perdas financeiras bastante significativas e que podem trazer consequências à sua reputação e a de seus usuários”, ressalta Flavio Sá.

Fonte: Press à Porter

ALE