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Brasil pode quadruplicar sua economia

09 de outubro de 2015

Professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente

Professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente

Professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente acredita que a economia brasileira tem grande espaço para expansão, pois o País possui um vasto território a ocupar, sua população continua crescendo em ritmo satisfatório e, com isso, há um grande potencial de consumo. Entretanto, o Brasil “se comporta como exportador de commodities, caminhando rumo ao século XIX”, avaliou o especialista durante a palestra que abriu as atividades do segundo dia de evento. Para enfrentar esse desafio, será preciso integrar a América Latina, fortalecendo a região para competir com outros blocos econômicos em formação, e reindustrializar o País. “Esse é um processo de longo prazo”.

Há pelo menos quatro grandes áreas que podem fazer o Brasil “quadruplicar sua economia no século XXI”, avaliou o professor. A principal delas, a faixa que se estende pelo litoral do Nordeste ao norte do Espírito Santo, chamada por ele de “terra da oportunidade”, tende a um aumento progressivo de consumo. “Algumas empresas já perceberam esse movimento e estão se instalando nessas regiões para se aproximarem de seus consumidores. Elas também têm demandado mão de obra mais especializada do Sul e Sudeste, invertendo a rota de migração que se observava em meados do século XX”. Também podem crescer a região de fronteira a oeste, com a transformação do agronegócio em agroindústria; a região do cerrado, que “sofre com falta de estrutura logística, mas deve se desenvolver com a construção da ferrovia Norte/Sul”; e o Sul e Sudeste, cujo crescimento tende a ser menor por serem mercados mais maduros.

Por outro lado, o excesso de protecionismo e o sistema legal e tributário foram criticados por Paulo Vicente como barreiras para a ampliação da economia brasileira. “O País é, hoje, a terceira economia mais fechada do mundo, atrás apenas de Argentina e Nigéria. Isso gera baixa competitividade e altos preços, e estimula o surgimento de oligopólios e monopólios”, afirmou, acrescentando que para desenvolver a infraestrutura de transportes e a produção de energia, outros obstáculos para o crescimento, o Brasil “precisa aceitar investimento estrangeiro, assim como fez a China”.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social