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Seminário movimentou mercado segurador gaúcho

10 de setembro de 2015

O auditório da Escola Nacional de Seguros, em Porto Alegre, lotou com operadores de seguros que assistir ao Seminário “Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimação no Trânsito”, no dia 2/9. O evento foi promovido pela Fenacor, Funenseg, FenSeg, Sincor-RS, SindSeg-RS e Observatório do Trânsito.

Secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini | Foto: Divulgação

Secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini | Foto: Divulgação

O secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini entregou aos participantes cópias do projeto de lei PL 325/2015, que possibilitará aos órgãos de fiscalização estaduais dar destino final às peças sem procedência. Não sendo comprovada a origem, a peça será apreendida e encaminhada para destruição. Jacini pediu apoio do mercado segurador gaúcho para aprovação do texto na Assembleia Legislativa.

Em sua manifestação, o presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera disse esperar que o seminário seja o início de uma parceria entre o mercado segurador e o poder público estadual. Ao mesmo tempo, advertiu:

– Para que a lei sobre o desmonte seja cumprida é preciso que os cidadãos não comprem peças de empresas que não estejam regularizadas no setor.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, destacou que a lei federal sobre o tema estimula a criação de empregos formais, pois, os desmanches irregulares serão fiscalizados:

– É boa para o meio ambiente, pois cria regras para o descarte de óleos, fluídos e carcaças que, hoje em dia, são jogados em terrenos baldios. E terá reflexo na diminuição de acidentes, pois as peças reaproveitadas terão que ser aprovadas pelo Inmetro antes de ser usadas em outros veículos.

Com a aplicação da lei, a expectativa é aumentar o número de contratos de seguros para carros com mais de cinco anos de fabricação. Esse novo produto atingiria mais de 30 milhões de automóveis no Brasil, que hoje trafegam pelas ruas e estradas desprotegidos, colocando em risco seus proprietários e terceiros, em caso de acidentes.

Haverá também um efeito em cadeia na queda dos preços: quanto mais gente fazendo contratos de seguros, mais barata tendem a ser suas apólices.

Neival Rodrigues Freitas, diretor executivo da Fenseg, detalhou algumas das expectativas em relação à nova lei. Dentre elas, a de combater o desmanche ilegal de veículos, destino da maior parte dos veículos roubados e furtados no país.

Claudio Contador, diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), lembrou que o Brasil perde R$ 55 bilhões/ano -1.6% do Produto Interno Bruto- com acidentes de trânsito:

– O país precisa criar um novo motorista, mais educado, consciente, pois a grande maioria dos acidentes ocorre por causa do condutor do veículo e não por condições externas.

José Aurélio Ramalho, do Observatório Nacional de Segurança Viária, diz que o Brasil registra um dado assustador – cinco mortes a cada hora:

– São vidas que se perdem, muito mais que qualquer guerra . As milhões de vítimas com sequelas encheriam 17 Maracanãs por ano. Precisamos mudar isso.

O assessor especial da diretoria da Seguradora Líder, que administra o DPVAT, José Márcio Barbosa Norton, destacou no seminário o funcionamento do seguro e ressaltou o grande número de inválidos, resultado de acidentes de trânsito.

Fonte: Sincor-RS