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‘Seguro Uber’ dribla falta de segurança dos motoristas em Maceió

12 de setembro de 2017

Por Aridiane Araújo

Para quem usa os serviços da Uber não é difícil perceber que a oferta de motoristas utilizando o aplicativo, cresceu em Maceió. A facilidade no cadastro atraiu muitos alagoanos que estão querendo driblar o desemprego ou aumentar sua renda no fim do mês.

Segundo o site da Uber, atualmente, existem 50 mil carros cadastrados no Brasil. A empresa não revela quantos estão circulando em Alagoas, mas, desde sua chegada em 2016, é expressivo o número de motoristas prestando serviços por meio do aplicativo.

O que muito desses motoristas não sabem é a importância da contratação do seguro para os carros que utilizam a ferramenta para transporte de passageiros. A informação é do corretor de seguros, Ailton Júnior. Ele ressaltou a existência de uma categoria específica para o veículo destes profissionais. “Mesmo se tratando de um serviço por aplicativo o veículo é do proprietário. O profissional deve estar preparado para não ter nenhuma surpresa desagradável em caso de acidente”, diz ele.

O corretor alerta aos profissionais não confundirem o seguro APP (Acidentes Pessoais a Pessoa) adquirido ao se cadastrarem no aplicativo, que custa cerca de R$ 80 por ano com o de automóvel. De acordo com o certificado disponibilizado no site da empresa, este apenas tem cobertura para acidentes pessoais de passageiros. “É importante orientar os motoristas sobre o seguro que se enquadrem na categoria correta e dá mais segurança. O seguro APP é uma exigência da empresa, mas assegura apenas o cliente”, finalizou.

Porém, quem já tinha o seguro de carro particular e começaram a atuar como motoristas de aplicativos, não podem ser mais classificados como carro de passeio. Portanto, devem alterar a apólice. “Como o veículo passa a circular em um ritmo mais intenso os riscos são considerados mais altos”, explica Aílton.

Henrique Rebelo, de 36 anos, trabalha com o aplicativo há nove meses e aderiu ao seguro por sentir o risco de perto devido a sua rotina “Quando me cadastrei na Uber estava ciente de que não tinha proteção veicular. Decidi investir no seguro correto ao renovar minha apólice”, diz Rebelo.

Ele relata que é uma preocupação desde o início dos condutores em firmar parcerias com as associações que representam a categoria e as seguradoras. “Tenho medo de ficar sem a minha ferramenta de trabalho, por isso sempre estou conscientizando os meus colegas sobre a importância de fazer o seguro especifico porque dará o suporte necessário, quando precisarem” concluiu.

“Maceió, por ser uma cidade muito violenta é indispensável a contratação de um seguro adequado para quem faz o uso para transporte remunerado e pessoas”, afirma o corretor de seguro, Aílton Junior.

Aílton, explica que é extremamente pertinente que os profissionais procurem um corretor de seguro habilitado para orientar sobre a cotação do ‘Seguro Uber’. “O motorista não escolhe o trajeto, então coloca o seu patrimônio em risco. O nosso papel é conscientizar sobre a importância do seguro”. Ainda segundo o corretor, é importante também verificar qual o tipo de seguradora é utilizado, pois existem muitos seguros piratas.

A reportagem procurou uma corretora para explicar em um comparativo como aderir o seguro de forma correta. O corretor de seguro Germano Palhano calculou como pode ser mais vantajoso aderir o seguro correto. “Comparando o seguro de carro particular, em média custa R$ 3 mil, com uma estimativa de rodar 600 km/mês. O valor do Seguro Uber pode custar cerca de R$ 5 mil, com previsão de rodar 10 mil km/mês. Considerando o número de quilometragem ser mais barato, o seguro correto cobre danos materiais e corporais para terceiros”.

Um grande perigo para os condutores por aplicativo que tem o seguro particular e ainda não fez o endosso, pois corre risco da indenização ser recusada, em caso de perda ou roubo do veículo. “Após o seguro ser acionado a seguradora faz uma sindicância para avaliar o sinistro”, orienta Palhano.

Hoje as seguradoras têm parcerias com instituições para o cruzamento de informação, devido o aumento de fraudes. “Muitos condutores agem de má-fé na adesão do seguro e omitem as informações necessárias”, finalizou.

O vice-presidente da Associação dos Motoristas Executivos de Alagoas – AMEAL, Rodrigo Poncino, também é motorista da Uber destacou alguns relatos de colaboradores sobre os riscos de não estarem assegurados. “Muitos condutores rodam à noite e principalmente, em áreas de riscos. Já houve casos de roubo de veículos, assaltos e acidentes com perde total do patrimônio. Precisamos ter consciência que o seguro é por conta do profissional”, evidenciou. Na oportunidade o vice-presidente destacou que  hoje existem seguros com preços acessíveis, o condutor não adere faz por negligência”, finalizou.

ALE