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Seguradoras simplificam produtos e reduzem preço para proteger veículos usados

16 de outubro de 2015

Entre os carros com mais tempo de uso, apenas 30% contam com algum tipo de cobertura de risco de acidentes, contra 90% no caso dos novos |Foto: Renato Weil/EM/D.A Press 8/12/10

Entre os carros com mais tempo de uso, apenas 30% contam com algum tipo de cobertura de risco de acidentes, contra 90% no caso dos novos |Foto: Renato Weil/EM/D.A Press 8/12/10

O seguro de automóveis é um produto bem conhecido dos brasileiros, mas boa parte da população ainda enfrenta o risco. Entre os carros novos, que saem das concessionárias, perto de 90% contratam a proteção, mas considerando toda a frota do país, incluindo os veículos mais velhos, dados do mercado segurador indicam que apenas cerca de 30% dos consumidores contratam a proteção. Para tentar crescer o percentual de cobertura entre a frota mais rodada, o mercado está simplificando produtos, uma forma de fazer o preço cair e crescer o número de consumidores.

Recentemente o grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre, lançou um produto simplificado onde é possível contratar o seguro com valores menores, exatamente para atingir a frota com maior tempo de estrada. Segundo o diretor territorial da seguradora em Minas e Espírito Santo, Antonio Edmir Ribeiro, o motorista pode escolher a cobertura e o percentual, conforme o seu bolso. “O consumidor pode contratar, por exemplo, apenas 80% do valor do seguro, o que torna o produto acessível aos carros com maior tempo de uso”, explica.

Como o mercado utiliza peças novas na reposição, existe um peso na composição de custos para os modelos mais velhos, daí o menor interesse do consumidor. Em média a proteção custa entre 5% e 8% do preço do veículo, mas no caso dos automóveis mais velhos, esse percentual pode ser superado. Angelo Garcia, vice-presidente do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais (Sindseg-MG) explica que outras alternativas criadas pelo mercado para veículos novos e seminovos atinge também a frota com mais de cinco anos de uso. A cobertura mais vendida no mercado, popularmente conhecida como seguro total, protege o veículo contra colisão, incêndio e roubo, mas o mercado já oferece produtos só com a opção de incêndio e roubo, ou coberturas somente para indenizações integrais, o que em tempos de recessão na economia, flexibiliza a contratação de acordo com o perfil dos consumidores.

PERFIL DO MOTORISTA

Segundo estimativas do Sindseg-MG, no seguro de automóveis, as colisões são responsáveis por 90% dos pedidos de indenizações e têm peso importante na composição dos custos. Assim, o perfil do condutor e os seus hábitos interferem diretamente no valor do seguro, seja para o carro novo ou para aqueles com muitos anos de uso. A cada ano sem acidentes, o consumidor pode receber bônus no valor de 5% a 10% no momento de renovação da apólice.

Um estudo do grupo BB e Mapfre sobre o perfil dos condutores, mostra porque as mulheres podem conseguir menor preço nas apólices. Segundo o levantamento elas se envolveram em 28% dos casos de acidentes, enquanto os homens estiveram presentes em 72% das colisões. Em Belo Horizonte, no primeiro semestre de 2015, aconteceram 2,5 mil colisões entre os clientes da companhia. Segundo o estudo, os jovens formam o grupo de maior risco e os idosos se envolvem menos em acidentes. A maior incidência de batidas está entre os segurados de 27 a 36 anos, com 27,4% dos casos. Em segundo lugar está a faixa etária dos 47 aos 56, com 21,8% dos registros, seguida pelos motoristas com idade entre 37 e 46, que detém 19,6% dos números. Os motoristas entre 57 e 67
anos representam 15,7% das estatísticas, enquanto os mais jovens ao volante, de até 26 anos, com apenas 8,4%. Os motoristas com a menor incidência, de 6,8%, estão acima dos 67 anos.

O levantamento aponta ainda que 77% desses acidentes ocorreram durante a semana. A segunda-feira apresentou a taxa mais alta de batidas, sendo 16,2% dos casos, e a quinta-feira a menor incidência, com 14,7%. Segundo o Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais (Sindseg-MG) o setor de automóveis deve crescer 5% em 2015. No ano passado o segmento arrecadou R$ 31
bilhões em 2014, e entre janeiro e agosto desse ano, movimentou R$ 21,5 bilhões, alta de 4,8% frente o mesmo período do ano passado.

Fonte: Banco do Brasil e Mapfre/Sindseg-MG