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Presente e futuro do mercado de seguros

14 de outubro de 2015

Uso da tecnologia cada vez mais presente na corretagem, um benefício no pós-venda

David Colmenares, o CEO para Seguros Gerais da Zurich Brasil

David Colmenares, o CEO para Seguros Gerais da Zurich Brasil

Durante o 19º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado pela Fenacor, em Foz do Iguaçu (PR), entre os dias 8 e 10 de outubro, David Comenares, CEO de Seguros Gerais da Zurich, expôs no painel “Para Onde Caminha o Mercado de Seguros: Uma Visão Local e Global”, a necessidade de um novo modelo de gestão para a indústria de seguros.

“78% dos consumidores não são fieis a nenhuma marca e eles estão mais exigentes e mais informados, o que muda a forma como comercializaremos seguros. Os consumidores estão conectados, os corretores precisam investir em tecnologia. Ainda não usamos o celular em todas as suas dimensões como uma ferramenta de vendas para fidelizar clientes”, comentou.

Na sequência, Fábio Basilone, presidente da Swett & Crawford Brasil/Grupo Cooper Gay, afirmou que é difícil falar sobre o futuro do mercado, mas apontou algumas tendências. “Hoje nós temos um tempero especial que é a crise e a de 2008 tem dois subprodutos: redução da taxa de juros e regulação que ganha corpo e força. Em uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers, 806 profissionais do setor listaram a regulação como um entrave”, ilustrou.

Basilone avaliou que taxas baixas fazem com que o preço do resseguro internacional tenda a cair e que a concorrência mais acirrada também reduza preços, bem como que haja consolidação do mercado (M&A). “O terceiro ponto é a distribuição. Os corretores são a engrenagem para fazer negócios com grandes empresas e pessoas”, acrescentou.

Ele também defendeu a necessidade de se reinventar. “Principalmente de nos livrarmos um pouco das questões não comerciais para que o corretor faça o que sabe fazer de melhor. Está em nossas mãos encontrarmos as novas demandas e aprender com o público consumidor de seguros que, muitas vezes, nem sabe quais são suas reais necessidades”.

Para Mauro Batista, presidente da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) e do SindsegSP, entender o futuro requer uma análise do presente e do passado recente. “O nosso setor cresceu nas últimas duas décadas com uma expansividade jamais vista, resultado do aumento da renda, crescimento da classe média e da cultura do seguro”, pontuou.

De acordo com ele, o crescimento do mercado também foi influenciado pela deteriorização do setor público, como exemplo, ele citou o seguro saúde, que passou a ser muito demandado. E, principalmente, o corretor que está mais qualificado. Para um futuro próximo, Batista destacou a necessidade de o corretor estar inserido no mundo globalizado.

“As seguradoras estão se modernizando e é muito provável que elas façam controles à distância, como em saúde, acompanhando a vida do segurado. Os corretores vão utilizar as tecnologias e a intermediação vai evoluir de maneira diferente utilizando este recurso”, prevê.

Para finalizar, Batista projetou que os corretores venderão seguros pela internet e até emitirão apólices, segundo ele, uma situação possível de se concretizar. “Resta aos corretores se modernizarem cada dia mais. No mundo digitalizado eles terão muita vantagem no pós-venda”, concluiu.

Fonte: Por Karin Fuchs/ Revista Cobertura Mercado de Seguros