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Polícia Federal inicia operação de combate a fraudes contra seguros

18 de abril de 2015

carroA Polícia Federal deflagrou esta semana a Operação Pavlova, com o objetivo de combater crimes financeiros cometidos em prejuízo a instituições que atuam no mercado de seguros, capitalização e previdência no Rio Grande do Sul.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, sendo oito em Porto Alegre e dois em Marau, e 5 mandados de condução coercitiva. Participaram da operação 60 policiais federais.
O objetivo da PF é juntar provas que corroborem com os indícios já colhidos na investigação e o bloqueio de bens e valores dos ex-dirigentes das instituições e de empresas vinculadas a eles.
As práticas criminosas investigadas ocorrem desde 2011 e lesaram instituições financeiras que atuam nos mercados de seguros, previdência e capitalização.
Por onde os investigados passaram as empresas sofreram processo de liquidação extrajudicial. Nas duas instituições prejudicadas, as fraudes praticadas pelo grupo criminoso foi similar, o que demonstra a intenção do grupo na continuidade da prática delitiva.
A investigação apura gestão fraudulenta de instituições financeiras sediadas no estado, desvio de recursos dessas companhias em benefício dos próprios dirigentes e lavagem de dinheiro, além do crime de quadrilha ou bando.
Os suspeitos responderão por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, entre outros.
Parasitas
A Polícia Federal também deflagrou a Operação Parasitas, para desarticular um esquema criminoso de concessão de financiamentos fraudulentos e desvio de recursos federais do Pronaf, na região de Campo Novo de Rondônia (RO).
A operação policial contou com a participação de 80 policiais federais, que deram cumprimento a 10 mandados judiciais de busca e apreensão e a 30 mandados de condução coercitiva, nas cidades de Campo Novo de Rondônia, Brasília (DF) e São Paulo (SP).
Além disso, foram impostas outras medidas, como: indisponibilidade de valores em conta corrente dos investigados no montante aproximado de R$ 1 milhão; suspensão do exercício da função pública de quatro investigados; sequestro de uma propriedade rural; proibição de afastamento da comarca onde reside para dez investigados.
A ação criminosa consistia na concessão fraudulenta de financiamentos com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, através da Agência do Banco do Brasil daquela região. Os investigados, através de documentos falsos e com a efetiva participação de funcionários do Banco do Brasil e da Emater, bem como de um escritório de contabilidade, desviaram cerca de R$ 1 milhão entre 2013 e 2014.
Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, por gestão fraudulenta de instituição financeira, apropriação de valores, obtenção de financiamento mediante fraude, desvio de recursos de financiamento, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro cujas penas somadas podem chegar a 94 anos.