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Palestra debate a importância da tecnologia e da inovação no mercado

09 de junho de 2017

Repórter Thayanne Magalhães

Representantes de seguradoras falam sobre o momento de mudança de comportamento no mercado

O mercado de seguros: o que podemos esperar? Foi com esse tema que os palestrantes debateram sobre a necessidade de se reinventar no mercado de seguros durante o 2º Congresso de Corretores de Seguros do Nordeste, que acontece nesta sexta-feira (9), em Porto de Galinhas, Pernambuco.

“Em relação a inovação e digitalização, os bancos estão muito a frente das seguradoras, e o que nós devemos fazer é correr atrás e se debruçar sobre as inovações. Nós fomos conhecer no Japão, na Matriz da Sompo, os dois laboratórios digitais que foram abertos e foi então que percebemos o quanto ainda estamos atrás de muitas economias”, explicou o presidente da Sompo Seguros, Francisco Filho.

Para Francisco, o mercado no Brasil ainda é muito tradicional e resistente às mudanças.

“Tendo em vista essa necessidade de inovar, nós estamos apresentando um novo produto do mercado, que é o seguro para equipamentos de tecnologias assistidas, que são próteses de pernas ou cadeiras de roda motorizadas. O seguro cobre caso o equipamento seja roubado ou apresente defeitos. E junto com a cobertura, o pacote ainda está voltado a ajudar a pessoa com deficiência em atividades corriqueiras e percebemos que essa novidade tem feito ‘barulho’ no mercado”, afirmou.

“O Brasil possui 200 milhões de habitantes e precisamos vê-lo como sendo vários países, porque existem realidades muito diferentes e precisamos atingir a todas elas”, concluiu.

O vice-presidente da Liberty Seguros, Marcos Oliveira de Souza, destacou a necessidade de acompanhar as mudanças de comportamentos da sociedade. “Nos próximos cinco anos o mundo passará por transformações mais profundas na forma de agir e pensar da sociedade do que nos últimos cinquenta anos. A família tradicional mudou e isso também muda o mercado de seguros”, exemplificou.

Para o vice-presidente, o mercado de seguros deve se voltar para a era do fim das posses, da economia compartilhada. “O desejo de possuir abre espaço a um novo feito de consumir em que tudo se transforma em serviço e a confiança passa a ser a mais importante moeda. Também é preciso entender que a tecnologia não está afastando as pessoas, mas sim aproximando”, opinou.

O diretor-geral da Bradesco Seguros, Marco Antônio Gonçalves acredita que o mercado de seguros está crescendo muito no Brasil, porém evoluindo pouco. “O corretor faz parte desse desenvolvimento e é ele quem precisa facilitar para o cliente. Apresentar o que o cliente precisa. Nós temos sim uma inovação muito grande na área bancária, mas não dá para comparar com o mercado de seguros, porque os bancos possuem apps que são usados diariamente pelos clientes”, opinou.

“O corretor também precisa estar preparado porque o Brasil vai voltar a crescer, e o profissional deve entender que nunca será substituído pela internet. O corretor precisa estar preparado para a conveniência do cliente”, concluiu.

O diretor da Allianz, o espanhol Miguel Perez Jaime, elogiou o sucesso do mercado de seguros no Brasil. “Quando existe um relacionamento onde todos ganham, cliente, corretor e companhia seguradora, existe sucesso. Porém, esse sucesso pode ser a nossa maior força, mas também nossa maior fraqueza, porque o mundo está mudando e o mercado de seguros precisa acompanhar isso”.

Para o diretor, existem dois fundamentos para o mercado de seguros, a confiança e o empreendedorismo dos corretores de seguros. “O nosso mercado é baseado em confiança e precisamos passar isso para o cliente. Além disso, o empreendedorismo do corretor é fundamental. A sua capacidade de mudar e se adaptar, de ser referência ao cliente, de ter eficiência e procurar novas oportunidades, diversificando o mercado e buscando novas parcerias, é fundamental”.

O diretor de tecnologia da Sulamérica, Cristiano Barbieri, também destacou as novas tecnologias, a conectividade, a mobilidade e as mídias sociais como fundamentais para a atualização do mercado de seguros.

“Estamos vivendo a quarta revolução industrial. As empresas do mercado tradicional, que cresceram e tiveram sucesso por muito tempo, podem ter dificuldades para acompanhar essa transformação. É preciso experimentar o novo. Tentar e errar”, opinou.

O diretor de varejo da Tokyo Marine, José Luiz Ferreira, frisou o crescimento da seguradora diante do aumento do número de corretores que trabalham para a empresa. “Trabalhar com corretores resulta em muito crescimento e gera resultados. Nunca se deve perder o relacionamento pessoal. Também achamos importante criar produtos simples, focados em seguros e com uma assistência dirigida à cobertura, que seja rápida e eficiente”, explicou.

Para o diretor-geral da Porto Seguro, Rivaldo Leite, é preciso que o corretor se reinvente e principalmente que ofereça. “Só isso e mais nada. É preciso oferecer o produto ao cliente. Não tem segredo. A quantidade de oportunidades depende disso e nós temos uma infinidade de produtos a serem oferecidos no mercado”.

 

ALE