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O que querem e precisam os corretores de seguros

13 de outubro de 2015

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19º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros | Foto: Andreza Araújo

19º Congresso Fenacor – Quais são os principais anseios dos corretores de seguros? Para responder a essa pergunta, a Fenacor desenvolveu um Estudo Socioeconômico das Empresas de Seguro, apresentado no 19º Congresso de Corretores de Seguros por Francisco Galiza, consultor da Rating seguros.

O objetivo principal do estudo foi entender como são as empresas que praticam a corretagem de seguros e de que modo elas se posicionam diante das dificuldades do mercado. A avaliação foi feita anteriormente, em 2013, agora em 2015 apresentou particularidades que mudaram bastante nos últimos dois anos, especialmente por causa do momento econômico brasileiro.

Cerca de 2 mil corretores de seguros, a maioria da região Sudeste, responderam a alguns questionamentos.

Quem é a corretora de seguros?

65% delas são formadas por pessoas físicas e, anualmente, 80% delas conseguem renovar mais de 80% das suas carteiras anualmente. São constituídas principalmente por microempresas, as corretoras de grande porte com alto faturamento representam apenas de 3 a 4% desse mercado. Além disso, a carteira mais efetiva ainda continua sendo a de seguro Auto, em uma corretora padrão, em média, uma corretora padrão tem 60% de sua movimentação nessa carteira.

Os maiores responsáveis pelo aumento da quantidade de empresas no Simples foram os escritórios de advocacia, seguidos pelos corretores de seguros e, em terceiro, pelos negócios ligados à atividade odontológica.

O Supersimples

Perseguido durante anos pela categoria, a integração da profissão de corretores de seguros ao Simples Nacional, sistema de tributação para pequena se médias empresas, já apresenta frutos. 80% dos corretores consideram a inclusão no Supersimples muito importante. “Isso mostra como essa inclusão é uma legislação fundamental para as corretoras” afirma Galiza. Anda assim, mesmo que essa inclusão traga economia às empresas, o que é economizado vai, primeiramente, para quitar contas, o investimento ainda fica em segundo por uma questão cultural.

Gilberto Luz Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT, lembra que desde 2009 procurava-se fazer estudos para prever o impacto que essa inclusão teria para o corretor. “É muito importante a oportunidade de ver o antes e depois. O IBPT foi um instituto que fomentou os estudos para a extensão das categorias no Supersimples e o estudo da Fenacor é um case de sucesso, porque somente três categorias ficaram no anexo III, o mais vantajoso da legislação, uma delas foi a dos corretores de seguros”, destaca.

Para os palestrantes, todo trabalho teve um resultado positivo e Amaral afirma que enquanto todas as áreas do País têm queda de 10% de trabalho, as corretores têm crescimento de 22% de postos de trabalho.

Como crescer e se desenvolver?

Outro ponto ressaltado na pesquisa e que demonstra amadurecimento do profissional é a importância dada por eles para o cross selling. De acordo com eles, a principal iniciativa que deve ser tomada para obter crescimento é a de vender outros produtos para os clientes que já possui e apenas depois disso vem a prospecção de novos segurados. Galiza destaca esse ponto porque acredita que “explorar os clientes mais existente e expandir é um ponto muito interessante a ser considerado”.

Com poucas perspectivas de crescimento para o PIB do País em 2015 e aumento da inflação, as notícias boas virão das oportunidades que os corretores souberem aproveitar.

Assuntos mais importantes

Em 2013 , o primeiro problema que os corretores ressaltavam para atuar no mercado eram os riscos declináveis, seguido por preços diferenciados e vendas online. Já em 2015 a situação econômica é o mais preocupante e os riscos declináveis já não aparecem mais nem mesmo entre os cinco mais citados “O mercado acabou equacionando esse problema de forma satisfatória”, afirma Galiza.

A venda online no mercado de seguros, por sua vez, ainda se mantém e preocupa mais do que a venda em concessionárias e bancos.

Condição Tecnológica

A tecnologia tem se instaurado nas corretoras e 80% delas já digitalizam seus documentos e embora algumas questões tecnológicas dependem de grandes corretores, mas digitalização é acessível também aos corretores menores. Por outro lado, a utilização de plataformas, como a participação no produto multicálculo depende muito mais do tamanho da corretora, as de grande porte têm vantagem nesse aspecto.

As redes sociais também estão presentes. Dos entrevistados, 10% tem twitter e 55% tem página corporativa no Facebook, mostrando que a interação online é uma ferramenta que começa a ser mais valorizada por esses profissionais.

O valor social

O setor de seguros gera de 120 mil a 150 mil empregos e pouco se fala dessa importância social. As seguradoras geram em torno de 30 mil, mas são as corretoras de seguros que têm feito diferença efetiva. Em tempos de recessão, os corretores de seguros têm participação crucial na geração de empregos que o mercado traz ao Brasil.

Fonte: Amanda Cruz /Revista Apólice