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Mercado de seguros projeta encerrar 2014 com crescimento de 11,2%

20 de março de 2015

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Em almoço realizado pela CNseg em São Paulo, ontem, 9 de dezembro, o presidente da entidade, Marco Antonio Rossi, apresentou os números do mercado segurador no acúmulo do ano até o mês de outubro, as perspectivas de crescimento até o término deste ano e para 2015.

“Até outubro foram R$ 159,7 bilhões em prêmios arrecadados (excluindo Saúde Suplementar), 8,9% a mais que em igual período de 2013. Devemos encerrar o ano com um crescimento de 11,2%”, afirmou Rossi, acrescentando que, como já vem acontecendo no passado, a indústria de seguros mantém um crescimento na casa dos dois dígitos, o que irá se repetir no próximo ano. “Para 2015, a perspectativa é de um crescimento de 12,4%”, antecipou Rossi.

Por segmento e nas projeções do setor para o término deste ano, comparando ao desempenho de 2013, Saúde Suplementar e Previdência ficam com os melhores resultados em termos de crescimento, respectivamente, 15,2% e 11%. Na sequência, Seguros Gerais, com alta de 9%, Vida, 5,9% e Capitalização, 5%. Também para o próximo ano, Saúde Suplementar continuará ganhando destaque, com um crescimento previsto de 17,5%. Na sequência, Previdência deve apresentar uma expansão de 10,5%, Vida (8,7%), Capitalização (8%) e Seguros Gerais, 7,6%.

Desempenho por região

Durante a sua apresentação, o presidente da CNseg também mostrou dados de desempenho por região. Sudeste continua com a maior participação em termos de arrecadação. Até o mês de outubro, totalizou R$ 102,96 bilhões. Em segundo lugar, o Sul do País somou R$ 26,34 bilhões em prêmios, Nordeste participou com R$ 15,78 bilhões, Centro-Oeste, R$ 11,33 bilhões e Norte, R$ 3,27 bilhões.

“As regiões com maior participação no mercado de seguros são as com maiores índices de crescimento, mais educação, maior consumo. Mas nós temos avançado, levando o seguro para as regiões menos assistidas. Ainda há muito a desenvolver a cultura do seguro nessas populações”, analisou Rossi.

Prova disso é que entre 2013 e 2014, o Centro-Oeste apresentou uma expansão de 14,94% em prêmios arrecadados e o Nordeste, 9,4%. “O desafio é oferecer seguros por todos os canais que dispomos (corretor, bancos, varejo, internet, por exemplo). Só assim conseguiremos avançar. Se não atingirmos este nível de oferta, dificilmente chegaremos a todos os brasileiros”, enfatizou o executivo.

Potencial

Segundo uma pesquisa da FenaPrevi Ipsos sobre Seguros de Pessoas, somente 35% dos consumidores brasileiros tomam alguma iniciativa para se precaver de imprevistos futuros e apenas 18% têm algum seguro pessoal contratado no País. “E precisamos atingir uma camada social que não tem o hábito de contratar seguros. 53% dos moradores de favela no País são bancarizados”, citou Rossi.
Para ilustrar o tamanho desta população, segundo o Instituto Data Popular, 12 milhões de brasileiros vivem em favelas, o que corresponde ao número de habitantes do Estado do Rio Grande do Sul, quinto maior do País. Juntos, eles têm um potencial de movimentar R$ 64,5 bilhões por ano e, ainda a maioria dos moradores de favelas, 65%, faz parte da classe média.

“O foco do nosso mercado é oferecer serviços para a população no que diz respeito à proteção e outros aspectos que influenciam na sinistralidade, como por exemplo, a violência, que impacta na qualidade de vida. O desafio é aumentar a base de segurados”, concluiu Rossi.

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