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Longevidade, a praga no poder!!!

27 de julho de 2015

centralismo-desconcentrado-4Quem assume o poder se coloca a serviço de uma classe – política ou sindical-, tem com certeza uma tarefa desgastante e árdua que torna exíguo o tempo, para à família, amigos, lazer e ao exercício da atividade profissional que garante a sua tranquilidade econômica.

Apesar deste aparente calvário, são inúmeros os exemplos de mandatários que lutam para permanecer no poder, protagonistas de administrações pífias e sem realizações relevantes. Na busca incansável do poder perpétuo, se utilizam de política recheada de engodos e artifícios, sem empatia, desprovido da sensibilidade para perceber que os que acreditaram e o apoiaram, já não o identificam como seu representante.

Vazio é o discurso que a permanência por mandatos consecutivos seria o reconhecimento da classe por seu trabalho, sendo necessária a continuidade das ações implantadas. Presidentes bem avaliados podem fazer sucessores na mesma linha de ação.

É como conseqüência desta prolongada condução, temos a implosão da representatividade, da legitimidade e o desestimo-lo a renovação.
Democracia é alternância de poder. Jamais manutenção de poder.

Na democracia, a alternância é imprescindível para que novos métodos sejam introduzidos, colocando assim, fim nos vícios administrativos e políticos, inerentes à longevidade.

Estes pseudos líderes, na busca constante da perpetuação no poder, investem no personalismo, na camuflagem dos problemas, na adequação dos estatutos, tudo isso alicerçado no comodismo dos que os aprovam sem questionamentos as mais descabidas proposições.

Filósofo e matemático francês, Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet; também  referido como Nicolas de Condorcet.

Filósofo e matemático francês, Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet; também referido como Nicolas de Condorcet.

Como bem disse o Marquês de Condorcet, “sob a mais livre das constituições, um povo ignorante será sempre escravo”.

Vemos que o que antes o atrai e fascina – o poder -, adere como algo eterno. Revelam a sua face verdadeira, acreditam que representa o Bem contra o Mal, recusam-se a ouvir, não suportando nada que se contraponha as suas verdades. O poder os torna cegos e surdos a crítica. São possuídos do homus egoistus.

Temos no poder vários Fidel e Mandela. O primeiro como a todos dos ditadores objetivam de se eternizar no poder, o segundo, mais sábio, enxerga o poder como algo passageiro.

José Maria de Eça de Queirós, romancista português do século XIX

José Maria de Eça de Queirós, romancista português do século XIX

Como já dizia Eça de Queiroz; “Os políticos e as fraldas devem ser mudados freqüentemente, e pela mesma razão.”

Pensem bem …


Coluna do Otávio Vieira Neto – Corretor de Seguros, conselheiro da Fenacor, bacharel em Direito e ex-presidente do Sincor-AL

ALE