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LaMia ainda não pôde arcar com seguros de acidente na Colômbia

30 de dezembro de 2016

chapecoenseA companhia aérea LaMia, dona da aeronave que caiu em novembro passado na Colômbia deixando 71 mortos e seis feridos, ainda não pôde efetuar o pagamento do seguro, pois documentos-chave estão sob controle da Procuradoria da Bolívia, informou um advogado nesta quinta-feira.

A seguradora Bisa solicitou a documentação à empresa aérea para o pagamento de seguros aos familiares de falecidos e aos sobreviventes, mas esses recursos estão bloqueados pela Justiça, apontou Gustavo Vargas, gerente da LaMia, citado pelo jornal El Deber de Santa Cruz.

De acordo com a companhia, a aeronave estava assegurada em 25 milhões de dólares, segundo a companhia boliviana e estimava-se o pagamento de até 165.000 dólares por cada vítima fatal.

“Sei que em uma ou duas semanas a Procuradoria vai desbloquear a empresa, isso com certeza vai permitir que a mesma cumpra o pedido da asseguradora”, afirmou o jurista.

No dia 29 de novembro, um BA-146 modelo RJ85 da LaMia caiu perto de Medellín, na Colômbia, matando 71 das 77 pessoas a bordo, entre elas o piloto e 19 jogadores da Chapecoense, além dos diretores do clube e jornalistas.

Uma investigação das autoridades aeronáuticas colombianas estabeleceu que a aeronave voou com combustível limitado para fazer a rota entre a cidade boliviana de Santa Cruz e o aeroporto José María Córdova de Rionegro, que serve Medellín.

Para esse trajeto (Santa Cruz-Medellín), a aeronave deveria contar com uma reserva de combustível para sobrevoar ao menos uma hora e quarenta minutos a mais, segundo o inquérito.

Sobre a aquisição do seguro por 25 milhões de dólares, o governo boliviano apontou a existência de testas de ferro, pois teve que bloquear o mínimo de 5 milhões de dólares em bens, mas o piloto Miguel Quiroga, um dos proprietários da empresa, não tinha propriedades.

Autoridades bolivianas disseram que será envidada à Colômbia toda a documentação requerida por autoridades aeronáuticas desse país, depois de elas terem reclamado da falta de cooperação de La Paz.

O governo anunciou também um processo contra o diretor da Aasana, a empresa estatal aeroportuária da Bolívia, Marcelo Chávez, por falta de cooperação.

Fonte: AFP