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Indenizações pagas por seguradoras para setor agrícola aumentam 87%

06 de Março de 2017

O volume de indenizações pagas pelas seguradoras que atuam no segmento agrícola no país aumentou 87% em 2016, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) fornecidos pela Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg). Os prêmios superaram a marca de R$ 1,3 bilhão em 2016, contra os R$ 700 milhões registrados em 2015. Motivo: quebras de safra decorrentes de adversidades climáticas provocadas pelo fenômeno climático El Niño.

Os seguros agrícolas cobrem danos decorrentes de eventos climáticos como granizo, geada, chuva excessiva, ventos fortes, incêndios, queda de raio, seca, inundação ou não germinação por fatores externos (com exceção de pragas ou doenças). Para que o produtor rural seja indenizado, é necessário a perda da safra (total ou parcial). No entanto, o mercado internacional já trabalha com um produto mais arrojado que o seguro rural e que independe da ocorrência de sinistro para pagamento de indenização ao segurado.

Trata-se do chamado Seguro Paramétrico ou Parametrizado, produto que funciona através da estipulação de índices ligados a fenômenos climáticos, ao invés de avaliações objetivas das perdas sofridas, para calcular o pagamento de indenizações. Ele é voltado para setores da economia que têm receitas e custos de operação diretamente impactados por variações inesperadas no clima, como é o caso das empresas de geração de energia elétrica com fonte renovável e dos grandes players do agronegócio que são afetados pelo regime de chuva, vento, sol e temperatura.

“Este produto não depende da materialização de um sinistro para a efetiva indenização. Ele funciona da seguinte forma: é estabelecido uma faixa nos índices a serem estipulados (seja incidência de luz solar, índice pluviométrico, faixa de velocidade de incidência de ventos, etc.) e, se ocorrer variações fora desta faixa, o segurado é indenizado. Ou seja, se chover de menos e uma plantação não produzir o esperado, o segurado terá direito a indenização de maneira muito mais eficiente, já que o que se cobre é a perda de produtividade e não o prejuízo com a seca ou excesso de chuva), explica Caio Timbó, diretor da LTSeg, corretora especializada em seguros e avaliação de riscos e responsável pela gestão diversas apólices de seguro destinados aos produtores rurais.

“O mesmo paralelo pode ser traçado numa turbina ou parque eólico, onde espera-se uma incidência de vento “X”, e sendo inferior, menos energia elétrica é gerada e menos lucros na operação”, continua Timbó

Para a implantação do seguro paramétrico é necessário adotar uma metodologia mais sofisticada de análise de riscos. “Nesse contexto entra a expertise e experiência do corretor, que tem o papel de customizar o produto segundo o perfil de cada cliente. Cabe ao corretor, junto com o cliente, analisar quais efeitos climáticos estão impactando o fluxo de caixa, seja de custos ou de receitas da empresa, e como isto afeta a operação ao longo do tempo. Cabe ressaltar também a expertise da CIA Seguradora, uma vez que este produto tem muito know how  de experiências vividas em mercados internacionais, e as empresas que o comercializam são muito restritas e quase sempre utilizando capacidades lastreadas em resseguro”, afirma Caio Timbó.

O diretor da LTSeg enfatiza que uma das principais vantagens oferecidas por este tipo de cobertura é a de não ser necessária a avaliação dos danos por parte de peritos, facilitando o processo de regulação de ocorrências. “Se o índice acordado entre as partes for atingido, a apólice é ativada. Assim, a indenização pode ser utilizada pela empresa para restabelecer seu fluxo de caixa e financiar medidas de reação de seu negócio. Por isso, a contratação do paramétrico é eficiente para as companhias ”, finaliza Timbó.

 

Fonte: Priscyla Costa