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‘Ficha limpa’ do condutor ajuda a reduzir valor do seguro

22 de setembro de 2015

seguro_internaQuando é preciso colocar os gastos mensais na ponta do lápis, quem tem carro sabe que há outras despesas que o acompanha. É o caso do seguro. Em tempos de ajuste nas contas, uma redução no valor da apólice seria bem-vinda. Pois, saiba como fazer com que ela se torne menos onerosa no bolso.

Um dos fatores que mais pesam na definição do preço é questionário de risco, que avalia o hábito do condutor. Nele constam informações como idade, sexo, estado civil, profissão, CPF, tempo de habilitação para dirigir, além do endereço de pernoite do veículo.

Ao longo dos anos as seguradoras perceberam que certos perfis de clientes apresentavam maiores riscos de sinistro do que outros. Por consequência, as diferenças nos valores da apólice aumentaram entre eles. Uma das maneiras para reduzir essa disparidade é efetuar a renovação sem registro de ocorrências. São os famosos bônus adquiridos ao longo de um histórico de ‘ficha limpa’.

Bônus

Conforme explica André Coutinho, da Senzala Corretora de Seguros, de Curitiba, o bônus tem pontuação que vai de 0 a 10, proporcional a cada ano de vigência completado do seguro sem sinistro, de forma cumulativa. O contrato no primeiro ano parte da classe 0. E vai ganhando um ponto a cada 12 meses ‘pelo bom comportamento’.

O inverso ocorre para cada sinistro registrado. A pessoa retrocede uma classe quando da renovação da apólice. Por exemplo, se o assegurado era classe 6 de bônus e teve dois sinistros no ano de vigência, desce para 4 em vez de passar à 7.

Vale lembrar, que o seguro do veículo não precisa necessariamente ser renovado com a mesma seguradora para obtenção do desconto, já que o bônus está vinculado ao contratante.

Outra maneira de aliviar o bolso é abrir mão da proteção para itens como vidros, lanternas, faróis e retrovisores. A redução do valor para a cobertura a terceiros também é uma alternativa .

CNH ‘antiga’

Os motoristas com a CNH emitida há bastante tempo conseguem descontos na negociação. Geralmente, a faixa etária entre 18 e 25 anos é considerada a mais propícia para ocorrência de sinistro, portanto quem tem mais de dez anos de ‘carta’ pode exigir reduções no custo da apólice.

size_810_16_9_mulher-dirigindo-e1419081447405Mulher ao volante

O fato de ser mulher é outro motivo para uma dedução. Estudos mostram que o sexo feminino é mais prudentes no trânsito do que o masculino. Com isso recebem melhores avaliações e, consequentemente, o preço da apólice baixa. Se ela for casada, o bônus é ainda maior.

Uma simulação feita pela Senzala Corretora confirma isso. O valor da cobertura para quem mora na capital, com 27 anos, casado, e que tenha um VW Gol Trendline 1.0, ano 2015, custaria R$ 1.817 para o homem e R$ 1.740 para a mulher.

Sem sabatina

Há empresas que dispensam a sabatina e a análise de perfil e prometem preços mais atraentes que a média do mercado. É o caso da Bem Mais Seguro, especializada na venda de seguros pela internet no Brasil, que para chegar ao valor total da apólice leva em consideração apenas o modelo e o ano do veículo. Com isso, para determinados carros, a empresa aponta uma redução de até 71% dos serviços. “Elementos como cidade e região onde o condutor mora, por exemplo, encarecem muito os custos do seguros. Diante disso, apostamos numa alternativa mais acessível, principalmente aos mais jovens”, explica Marcello Ursini, presidente da empresa parceria do Banco BNP Paribas Cardif , seguradora francesa presente em cerca de 40 países.

Garagem e carro reserva

O cuidado quanto ao local para deixar o automóvel no dia a dia também soma pontos positivos. Caso a residência ou o trabalho possua garagem, a dedução no valor pode variar de 10% a 15%, segundo aponta Fábio Leme, diretor de automóvel da HDI Seguros.

Famílias que possuam mais de um veículo, por exemplo, uma boa opção é dispensar o carro reserva e, quem sabe, até o serviço de guincho. “Com a opção adequada dos serviços e coberturas, o interessado pode chegar a economizar entre R$ 300 e R$ 500 na apólice”, ressalta Leme.

Pesquise

E por fim, uma atitude que parece óbvia é pesquisar outras cotações no momento de assinar ou renovar o contrato. “Aconselhamos que os clientes peçam aos seus corretores que apresentem cotações de várias seguradoras e escolham as coberturas e serviços que realmente façam sentido, de acordo com o estilo e características de uso do veículo”, diz o especialista da HDI Seguros.

’Antipáticos’ podem elevar a apólice

Alguns modelos não são muito queridos pelas corretoras, que os classificam como vilões por inflacionar o serviço. De acordo com André Coutinho, diretor da Senzala Seguros, cada empresa costuma ter sua ‘lista negra’, mas existem àqueles modelos que figuram em quase todas. É o caso do Honda Civic, Volkswagen Gol, Fiat Uno, Volkswagen Saveiro e os importados, como modelos mais antigos do Audi A3.

“Carros importados com muitos anos de uso dificilmente são bem vistos pelas seguradoras, por haver muita dificuldade em encontrar peças de substituição. O ideal é que esses tenham cinco anos de fabricação no máximo. Já os nacionais podem ter até dez anos, pois é mais fácil obter o seguro deles por um preço justo”, ressalta o diretor.

O CEP é outro agravante na composição do preço. Áreas de risco são identificadas pelas corretoras e os veículos atrelados a essas localizações mais visadas costumam ter preços maiores para o seguro.

Em contrapartida, é falsa a ideia de que o valor da apólice em grandes centros seja maior do que numa cidade de porte médio ou pequeno. O proprietário de um VW Gol Trendline 1.0 2015, por exemplo, com 27 anos, solteiro, curso superior e emprego fixo e que resida em Curitiba terá de desembolsar cerca de R$ 1,9 mil, enquanto que se ele morasse em Quitandinha o valor ficaria próximo a R$ 2,4 mil.

Esportivos

Modelos esportivos também costumam ter cotações mais elevadas. O fato de terem como apelo a obtenção de velocidades mais elevadas do que os demais, e de forma rápida, aumentaria a possibilidade de ocorrência de sinistro, diz Coutinho.

Recentemente, a Renault lançou a versão esportiva do Sandero RS e tratou de fazer uma parceria com algumas corretoras para não cobrar a mais no seguro, e sim o mesmo valor do hatch comum.

Carros blindados também dificultam a aceitação do risco e há empresas que nem sequer fazem o contrato. A justificativa é a de que, geralmente, a blindagem é feita por famílias visadas, o que aumentaria o risco de sinistro por roubo ou por colisão numa eventual perseguição.

O que fazer em caso de acidente?

Medidas que evitam dor de cabeça e agilizam o processoAcidente2

1) Primeiro preste assistência em caso de feridos e acione um atendimento de pronto socorro (Siate 193). Comunique a Polícia Militar (190), que, geralmente, não irá ao local se não houver vítimas.

2) Retire do meio da via os carros envolvidos na colisão para não causar outros acidentes ou obstruir a fluidez do trânsito. Caso contrário, sujeito a infração média, com 4 pontos na CNH e multa de R$ 85,13.

3) Ligue o pisca-alerta e coloque o triângulo de sinalização ou equipamento similar à distância mínima de 30 m da parte traseira do veículo.

4) Faça o BO na delegacia especializada ou pelo site Bateu (www.bateu.pr.gov.br/batinternet). É um documento de segurança caso a pendência vá parar na Justiça. Porém, não é obrigatório diante da concordância entre as partes sobre a culpa do acidente e pagamento de danos.

5) Fotografe os danos, anote as placas dos veículos envolvidos, do nome da rua e número do imóvel mais próximo ao acidente e nomes de eventuais testemunhas.

6) Comunique à seguradora sobre o sinistro. Recomenda-se procurar oficinas credenciadas pela companhia, pois elas já possuem orçamentos pré-aprovados, que agilizam a autorização para início do reparo. Mas atenção: isso não é obrigatório. Caso o consumidor prefira um mecânico de sua preferência, a seguradora tem de aceitar. O processo, no entanto, pode demorar um pouco mais.

7) Em caso de danos materiais, é preciso analisar se é vantajoso acionar o seguro, se o custo do conserto não é superior ao da franquia e se vale a pena perder a bonificação do seguro.

8) Em caso de perda total, o dono precisa fazer a baixa do carro no Detran. Deixar de fazê-lo é infração grave, com 5 pontos na carteira e multa de R$ 127,69.

Fonte: Paraná Oline