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Em 2018, empréstimos realizados por Fintechs atingem 38%

29 de maio de 2019

Relatório desenvolvido pela TransUnion identifica que os novos modelos de ofertas de crédito têm colaborado para mudanças significativas no setor nos Estados Unidos

Foto: Burak K

O desenvolvimento do mercado mundial de Fintechs está impulsionando os empréstimos pessoais sem garantia. Compreendendo 38% de todos os saldos de concessão de crédito pessoal, as startups financeiras dos Estados Unidos fecharam 2018 com a maior parcela de market share do mercado, em comparação com bancos, cooperativas e empresas financeiras tradicionais. Os dados são do 2018 Industry Insights Report, realizado pela TransUnion, companhia global de soluções de informação, com foco no mercado norte-americano. O relatório revela, ainda, que os saldos de empréstimos pessoais cresceram um montante de US$ 21 bilhões no último ano, batendo o recorde de US$ 138 bilhões em arrecadações.

Em 2013, quando iniciaram no mercado financeiro, as FinTechs contabilizavam apenas 5% de saldos pendentes. Como efeito dessas novas ofertas de crédito e oportunidades para o consumidor, a participação dos bancos diminuiu para 28%, em comparação aos 40% em 2013, enquanto as cooperativas de crédito declinaram de 31% para 21% durante o mesmo período, segundo o levantamento da TransUnion.

“As FinTechs têm impulsionado o mercado global de crédito pessoal sem garantia, uma vez que oferecem opções diferenciadas a pessoas que, muitas vezes, tinham suas solicitações negadas pelas instituições tradicionais”, comenta Juarez Zortea, presidente da TransUnion no Brasil. “Nesse estudo da TransUnion, verificamos que o crescente interesse do consumidor por crédito pessoal tem motivado instituições financeiras em geral a revisitarem suas ofertas, introduzindo inovações em seus modelos de análise para concessão de crédito, o que permite maior poder de escolha para os mutuários de todos os níveis de risco”.

O estudo mostra também que, mesmo com o crescimento do mercado como um todo, as FinTechs destacaram-se nesse avanço em relação aos outros players. Nos Estados Unidos, tornaram-se concorrentes diretos dos bancos tradicionais, uma vez que ambos os credores emitem financiamentos regulares na faixa de US$ 10.000, diferenciando-se apenas das cooperativas de crédito, que trabalham com empréstimos em torno de US$ 5.300. A média de empréstimos pessoais sem garantia de débito por devedor foi de US$ 8.402 no quarto trimestre de 2018.

 

Fonte: Assessoria