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Crianças a partir dos seis anos podem ter síndrome do Hulk, alerta profissional

21 de junho de 2017

O super-herói que foge dos padrões, Hulk é um selvagem e poderoso superego do cientista Robert Bruce Banner, que foi atingido por raios enquanto salvava um adolescente durante o teste militar de uma bomba. Essa tragédia o faz passar por uma transformação quando ficava irritado, transformando-o no “Incrível Hulk”.

Essa história é bem conhecida por todos. O personagem de quadrinhos da Marvel Comics fez sua primeira aparição em 1962 e, originalmente, ficava cinza em sua transformação. Mas, o que poucos sabem é que existe uma síndrome que carrega o mesmo nome do personagem e que pode ser diagnosticada por profissionais de psicologia ainda na infância.

“A síndrome do Hulk, também conhecida como Transtorno Explosivo Intermitente [TEI], é caracterizada pela explosão momentânea que alguns indivíduos possuem sem que exista um motivo real, ou seja, há uma explosão e um excesso de raiva desproporcional, causando a perda de controle dos impulsos agressivos que podem ser desde a fala, até a ação”, explica Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde.

De acordo com a profissional, a identificação se dá especificamente por meio de uma avaliação clínica, sendo que os sintomas da síndrome do Hulk não devem estar associados a nenhum outro transtorno mental, como depressão ou pânico, por exemplo, isto porque, nos dois casos é comum uma sensibilidade e, no caso da síndrome do Hulk, o sujeito fica irritado com mais facilidade.

“Então, eliminando-se a possibilidade de outro transtorno, a síndrome do Hulk pode ser identificada como um transtorno de adaptação, onde, a partir dos seis anos de idade, que é quando já se possui controle dos impulsos, esta síndrome pode ser identificada com base nos impulsos agressivos”, alerta a psicóloga.

A síndrome tem tratamento e é feito especificamente através do controle dos impulsos agressivos, mas precisa de orientação de um profissional. “As pessoas que têm esta síndrome não reconhecem que têm problemas ou não percebem o quanto sua reação é desproporcional, até porque, logo após um excesso de explosão, é comum o indivíduo agir normalmente, como se nada tivesse acontecido. Assim, um profissional habilitado poderá fazer com que ele perceba essa necessidade, e passe a controlar melhor a sua agressividade”, afirma Sarah.

De acordo com a profissional, as consequências de seus episódios agressivos podem trazer vários prejuízos profissionais, onde a pessoa pode até ser boa no que faz, mas possui dificuldade em lidar com situações adversas e, consequentemente, explode com as pessoas, possuindo dificuldades interpessoais também. “É comum ainda que os indivíduos que sofrem com esta síndrome respondam a processos criminais de ameaça ou trabalhistas, o que consequentemente acarretará em problemas financeiros”, diz a profissional do Hapvida Saúde.

Para a psicóloga, o apoio da família é essencial para o tratamento da pessoa que têm a síndrome. “A  família contribui mostrando para o indivíduo o que ele disse ou fez, sem repreender ou ofender, mas na tentativa de buscar tratamento. Tentar controlar, sem ajuda profissional, não adianta, pode até agravar o excesso de raiva”, destaca.

Fonte: Beatriz Nunes

ALE