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Crescimento econômico dos EUA está no foco das atenções

14 de junho de 2017

De acordo com o FMI, o PIB dos EUA deve se expandir a um ritmo de 2,3% e 2,5% em 2017 e 2018, respectivamente, ante 1,6% em 2016. O consumo segue como motor desse crescimento. De fato, o consumo das famílias demonstra apresenta crescimento sólido e sustentável. E a confiança das empresas também continua fortalecida, o que pode favorecer os investimentos, fator-chave para a sustentabilidade desse ciclo econômico.

Ao contrário do quadro econômico, o quadro político apresenta sinais de dificuldade. O presidente norte-americano, Donald Trump, é suspeito de obstrução da Justiça em caso envolvendo interferência da Rússia na eleição presidencial. Ao mesmo tempo, a popularidade do presidente, de 37%, é a mais baixa para presidentes norte-americanos em início de mandato desde que pesquisas de popularidade começaram a ser realizadas. Junte-se a isso a falta de apoio do Congresso à administração Trump entre os próprios republicanos. Isso explica a dificuldade de aprovação no Congresso de promessas da campanha, como o fim do Obamacare e o Muro na fronteira com o México.

Essa dificuldade do Governo republicano de aprovar suas promessas de campanha no Congresso pode comprometer a implementação de propostas de Trump de expansionismo fiscal. O Governo norte-americano lançou uma ambiciosa proposta de reforma tributária, cujo maior destaque é a redução de 35% para 15% dos impostos para as empresas. Ao mesmo tempo, propôs aumento de 10% dos gastos militares, bem como um plano de investimentos em infraestrutura de US$ 1 tri. A falta de apoio entre os atuais congressistas, inclusive republicanos, coloca em xeque a capacidade de implementação dessas propostas.

O risco que prevemos é de que essa dificuldade de aprovação das propostas afete a confiança dos investidores na continuidade do ritmo de crescimento econômico dos EUA no longo prazo. Os índices de renda variável nos EUA, como o Dow Jones, exibiram desempenho positivo de 16% desde outubro do ano passado, antes da eleição presidencial. Parte desse desempenho positivo do Dow Jones decorre da expectativa de aprovação das medidas de expansionismo fiscal do Governo Donald Trump. Por isso, é essencial estar atento aos riscos e oportunidades desse cenário.

 

GESTÃO

 

A semana passada foi de incerteza e volume de negócios reduzidos no mercado local, por conta do julgamento realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente a cassação da chapa Dilma/Temer. O desfecho foi favorável ao governo, porém há dúvidas em relação à capacidade do governo conduzir e aprovar as reformas. Merece destaque a constante queda na inflação. No mês de maio o IPCA registrou alta de 0,31% e de 3,60% no acumulado de 12 meses, bem abaixo do centro da meta. No mercado de cambio o Dólar frente ao Real encerrou a semana com valorização de 1,57%, cotado a R$ 3,2968.

Diante do momento de incerteza, o Ibovespa encerrou a semana com queda de 0,48%, aos 62.210 pontos. O destaque positivo ficou por conta das ações da Aliansce, refletindo uma possível fusão com a BRMalls. Já na ponta negativa, as ações da Copel registraram movimento de queda acima de 10% por conta da possibilidade de uma nova capitalização da empresa via emissão de ações.

No mercado de renda fixa, a curva de juros cedeu com o otimismo gerado pelo IPCA abaixo das expectativas. Excluindo-se o clima de incerteza, muitos investidores enxergam a possibilidade do Banco Central continuar o ritmo de corte da Selic. Com isso, os vencimentos mais curtos apresentaram queda mais acentuada do que os vencimentos mais longos. Os destaques da semana foram: Jan18 queda de 24 pontos; Jan19 queda de 34 pontos; Jan21 queda de 26 pontos; Jan23 queda de 15 pontos; Jan25 queda de 9 pontos.

Fonte: CDN

ALE