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Cai adesão aos planos de assistência médica no País

26 de outubro de 2015

Dados divulgados pela ANS mostram forte retração no setor, como reflexo da atual conjuntura econômica. Planos odontológicos mantêm curva de expansão

Planos de Saúde Foto ABrLevantamento da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), aponta que, no acumulado de 12 meses seguidos e encerrados em setembro deste ano, o número de beneficiários de planos médicos caiu 0,3%, totalizando 50,3 milhões de milhões de vidas. No terceiro trimestre, a queda aumentou para 0,5%, perda de 236 mil beneficiários. Já os planos exclusivamente odontológicos seguiram tendência de crescimento, com aumento de 5,0%, alcançando 21,9 milhões de beneficiários em todo o país.

A desaceleração registrada nos planos médicos pode ser atribuída ao momento econômico do país, em especial à retração do mercado de trabalho e do rendimento real dos brasileiros, resultado de ajustes feitos por alguns segmentos empresarias. A inclusão socioeconômica nos anos recentes – com incremento de setores produtivos – esteve entre os principais impulsionadores da Saúde Suplementar.

Tendência preocupa – A tendência de retração dos últimos meses e que persiste neste quarto trimestre dá uma dimensão do tamanho da perda de beneficiários dos planos de saúde. Apenas no terceiro trimestre, entre julho e setembro deste ano, o segmento de planos médicos hospitalares perdeu 236 mil beneficiários, queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior. Dados anualizados mostram a desaceleração do setor. Há um ano, em setembro de 2014, o setor apresentou taxa de crescimento de 2,75% em relação ao ano imediatamente anterior. Essa taxa veio se reduzindo a cada trimestre e foi negativa em setembro deste ano (0,3%). Trata-se da primeira redução, em termos anuais, ao longo da série histórica.

Modalidades – A situação se agravou no último trimestre. Todas as modalidades de operadoras do segmento médico-hospitalar (Medicina de Grupo, Cooperativa Médica, Seguradora de Saúde e Autogestão), com exceção da filantropia, perderam beneficiários no período.

Fonte André Gonzalez| Segs