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Bradesco sustenta lucro no 3º tri com crédito, tarifas e seguros

30 de outubro de 2015

logo-do-bradesco-visto-em-osasco-sao-paulo-1446120860274_615x470O Bradesco teve lucro levemente acima do previsto pelo mercado no terceiro trimestre, uma vez que maiores receitas com juros e tarifas conseguiram compensar o aumento das despesas para calotes, que cresceram, refletindo a economia em recessão.

O segundo maior banco privado do país em ativos informou nesta quinta-feira (29) que seu lucro líquido subiu 6,3% ante igual etapa de 2014, a R$ 4,12 bilhões.

Excluindo efeitos extraordinários, o lucro ajustado do banco somou R$ 4,533 bilhões, alta de 14,8% sobre um ano antes. A previsão média de analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters era de lucro recorrente de R$ 4,437 bilhões.

Apesar da expansão continuadamente fraca dos financiamentos, no fim de setembro, a carteira de crédito somava R$ 474,488 bilhões, avanço de 6,8% em 12 meses, o Bradesco logrou manter preços maiores nos empréstimos.

Entre os destaques nas linhas de empréstimos, a de operações no exterior para pessoas jurídicas disparou 53,7% em 12 meses, impactada pela alta do dólar. Imobiliário (+26,6%) e consignado (+16%) foram outros destaques.

O banco também viu sua receita com tarifas e serviços, como as de conta corrente e de cartões de crédito, evoluir 13,1% na comparação ano a ano, para R$ 6,38 bilhões.

Por fim, o braço de seguros do conglomerado teve um lucro 24,5% maior no comparativo anual, inflado por maiores receitas com prêmios e receitas financeiras crescentes.

Com isso, o Bradesco conseguiu compensar a alta de 8,5% da provisão para perdas com calotes comparação sequencial e de 15,1% ante o terceiro quarto de 2014, para R$ 3,852 bilhões.

O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,8% no trimestre, ante 3,7% no trimestre anterior e 3,6% um ano antes. O índice atingiu o maior nível desde o primeiro trimestre de 2013.

As despesas administrativas e de pessoal somaram R$ 7,997 bilhões entre julho e setembro, subindo 11,2% ano a ano. O indicador ficou bem acima da meta prevista para 2015, de alta de 5 a 7%.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido anualizado do Bradesco foi de 21,2% no trimestre, queda de 0,7 ponto percentual sobre o trimestre anterior, mas 0,8 ponto maior que um ano antes.

Fonte: Aluísio Alves | Reuters