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Bipolaridade: conheça a doença para fugir dos preconceitos

19 de julho de 2017

O Transtorno bipolar, tradicionalmente designada Doença Maníaco-Depressiva, é uma doença psiquiátrica caracterizada por variações acentuadas do humor, com crises repetidas de depressão e mania. Essas oscilações de humor podem ser muito rápidas e podem ocorrer com muita ou pouca frequência, podem ser graves, moderadas ou leves.

A maioria das pessoas desconhece que tem a doença e, por isso, vão convivendo com os sintomas. No Brasil, a doença atinge 4% dos adultos, mas sua principal incidência acontece na adolescência. Os principais fatores de risco são: o histórico familiar da doença, estresse intenso, uso e abuso de drogas recreativas e álcool, mudanças de vida e experiências traumáticas e pessoas entre 15 e 25 anos.

Também é preciso estar atento aos sintomas, entre eles a distração frequente, redução do sono, capacidade de discernimento diminuída, pouco controle do temperamento, compulsão alimentar, bebida alcoólica em excesso, hiperatividade, aumento de energia, fala em excesso, pensamentos acelerados que se atropelam, gastos excessivos, autoestima muito alta, grande envolvimento em atividades, agitação ou irritação extrema. Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida, esclarece quais as possíveis causas do desenvolvimento do transtorno bipolar.

“As causas da bipolaridade ainda não são totalmente definidas, existem várias teorias que tentam explicar as causas. Alguns fatores como: a carga genética, ou seja, onde há na família caso de bipolaridade, os indivíduos tornam-se mais suscetíveis ao desencadeamento do transtorno. Existem também estudos que afirmam uma diferenciação no córtex cerebral, onde há um déficit na troca de substâncias realizada pelos neurotransmissores”, explica.

O tratamento para transtorno bipolar costuma durar por muito tempo, até mesmo anos. Ele costuma ser feito por diversos especialistas de várias áreas – como psicólogos, psiquiatras e neurologistas. A equipe médica, primeiramente, tenta descobrir quais são os possíveis desencadeadores da alteração de humor. Também podem ser investigados os problemas médicos ou emocionais que influenciam no tratamento.

“O tratamento para a bipolaridade consiste em psicotrópicos específicos e psicoterapia. Porém, não há uma cura definitiva para este transtorno. Entretanto, o indivíduo estando medicado e fazendo o acompanhamento não terá problemas maiores no convívio com a sua patologia”, ressalta Sara Lopes.

A especialista acrescenta que o indivíduo acometido pela doença deve seguir o tratamento da maneira adequada é possível conviver tranquilamente com a doença.

“A pessoa que desconfiar dos sintomas e for diagnosticada deve procurar a psiquiatria para indicar a medicação específica e a psicologia para acompanhamento e manutenção da sua estabilidade emocional. Se todas as orientações forem seguidas corretamente, o transtorno se torna estável! Não trará problemas maiores”, afirma.

Fonte: Beatriz Nunes

ALE