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Aumento de roubos alimenta venda de seguros de celular

11 de setembro de 2015

A cada dia quase três mil aparelhos são bloqueados pelos donos no Brasil, porque foram perdidos ou roubados.

jornalnacional

Clique na imagem para ver a reportagem do Jornal Nacional

O aumento do número de roubos tem alimentado a venda de seguros de telefone celular no Brasil. Mas, na hora de assinar o contrato, muita gente não presta atenção ao que está sendo contratado.

Antigamente, num lugar movimentado, a preocupação era com batedor de carteira, mas hoje em dia…

Jornal Nacional: O que que você tem medo que te roubem?
Jovem: O meu celular.
É, esse aparelhinho costuma valer muito mais do que a gente traz em dinheiro no bolso. E é fácil, fácil de se ver. Até na mão de quem diz que toma o maior cuidado para ir ao centro da cidade, como Amanda.
Amanda: Eu não ando com joia, nem brinco.
Jornal Nacional: Mas vem com o celular e fica com ele bem à vista.
Amanda: É, distraí.
E o ladrão está de olho. Em Minas, por exemplo, de cada cem roubos, 41 são de celulares.
“Eu só seguro forte, só isso”, conta uma jovem.

Além dos ladrões, a memória também tem culpa no cartório. Muita gente fica sem o celular porque esquece por aí. Na rodoviária de Belo Horizonte, nos achados e perdidos, sempre tem um monte deles. E para se ter uma ideia, em todo o país, a cada dia quase três mil aparelhos são bloqueados pelos donos, porque foram perdidos ou, então, roubados.

Em 2015, o número de celulares bloqueados aumentou 44%, comparando com 2014. O bloqueio pode evitar que o aparelho seja usado ou habilitado por outra pessoa.
Para não ficar no prejuízo tem muita gente fazendo um seguro. Caso da Camila, que estava tranquila, mas se decepcionou.

“Eu fiquei quase 40 dias para receber e, mesmo assim, eles queriam de qualquer jeito que eu aceitasse um aparelho inferior ao meu. Precisou ameaçar com a Justiça. Senão, não teria resolvido”, conta a engenheira sanitarista ambiental Camila de Almeida.

O Procon alerta que é preciso ler bem as cláusulas do contrato.

“Muitos contratos fazem previsão de roubo. Mas, não fazem de furto. Vários contratos de seguro fazem previsão restritiva para avaria causada pelo próprio consumidor, ou seja, o dano que ele mesmo causou não vai ser coberto. E o consumidor tem que ter ciência disso”, explica o assessor jurídico do Procon de MG Ricardo Augusto Amorim.

E, é claro, não facilitar pro ladrão.

Seu Nelson: Tenho seguro.
Jornal Nacional: Já precisou usar?
Seu Nelson: Não. Graças a Deus não. Vou guardar.

Fonte: Jornal Nacional